Não me leve

14 dez

Não parta. É difícil aceitar, que todas pessoas nos partem. Você não me partiu. Você não conseguiria. Seu jeito, seu jeito eu mesma de ser… Eu preciso de mais um pouco. Só você faz isso comigo. Só você faz isso consigo mesma. Só com você consigo ser quem eu quero, quem eu quero conseguir ser. Só você me obriga a ser eu. Sua impulsividade, suas atitudes. Eu vejo, fazem isso. Isso. Fica difícil saber se isso é bom ou ruim. Quando você vai embora. Você vai embora. Foge de si mesma. Não percebe, mas leva também a mim. A melhor parte de mim. Seja você mesma, suspire. Você não precisar ser alguém, que você já não é. Olhe pro mundo lá fora, aquele que não é seu. Não quero ter parte nele tanto quanto você. Prefiro olhar pro seu mundo. Você o construiu. Pra que fugir de si mesma, se vive num mundo que é seu? E eu só tenho vida aí, no seu mundo. Fora dele existo tanto quanto a sua paciência. Explosiva, enigmática. Você é como uma charada: sem solução. Por muitas vezes eu penso que eu sou o único que sabe como resolvê-la. De fato sou. Mas ainda não consegui. Você não quer ser resolvida, eu não quero te resolver. E ficamos nesse impasse. Ao menos concordamos. E às vezes parece que, de uma hora pra outra, a charada está completa, não há mais o que resolver. E quando eu noto…

Não vá embora…

Não parta.

Música: Teorema
Intérprete: Ira!
(Renato Russo)

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3 Respostas to “Não me leve”

  1. Bia dezembro 14, 2010 às 11:50 pm #

    Óunnnn…

  2. @anaolgas dezembro 26, 2010 às 9:13 pm #

    Gostei Gu 🙂

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