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Só uma chancezinha, vai?

15 dez

É uma chance que a gente tem mas nem sempre aproveita. Nem sabe se sabe aproveitar. O instante tal é uma chance única que surge repentinamente e que por deveras não aproveitamos. Melhor assim? Não sei… Dependendo da chance fica melhor o coloquial mesmo. Cada chance é diferente e cada uma delas exige diferente abordagem. O fato é que esperamos por ela: queremos algo em específico, sabemos o que queremos, como vamos agir, só falta que a chance venha. Muitas vezes é só uma conversa ou somente um encontro;  às vezes uma deixa apenas basta. Só falta que surja. Eis que surge. Às vezes demoramos pra perceber que surgiu. Outras, tão improvável achávamos que surgisse, que nos pegam desprevenidos. Toma forma o impasse Shakespeariano: será que é agora? Será que vai dar? Devo ou… pensamos muito, agimos pouco. Tão logo ela veio, tão logo se vai. Se esvai. E o que talvez fosse a tão única tal chance que esperávamos, se foi. E ainda nos perguntamos “por que só não acontece pra mim?”. Depois volta… ou não. Tem coisa na vida que não volta. Mas se você desperdiçou aquela grande chance que não volta mais, não se preocupe:  não é sempre que estamos em plena prontidão. E, de fato, muitos tem mais chances do que outros. Mas pensar nisso de anda adianta. Cabe mais pensar, sem arrependimentos: “o que estou fazendo com as minhas?”

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Não me leve

14 dez

Não parta. É difícil aceitar, que todas pessoas nos partem. Você não me partiu. Você não conseguiria. Seu jeito, seu jeito eu mesma de ser… Eu preciso de mais um pouco. Só você faz isso comigo. Só você faz isso consigo mesma. Só com você consigo ser quem eu quero, quem eu quero conseguir ser. Só você me obriga a ser eu. Sua impulsividade, suas atitudes. Eu vejo, fazem isso. Isso. Fica difícil saber se isso é bom ou ruim. Quando você vai embora. Você vai embora. Foge de si mesma. Não percebe, mas leva também a mim. A melhor parte de mim. Seja você mesma, suspire. Você não precisar ser alguém, que você já não é. Olhe pro mundo lá fora, aquele que não é seu. Não quero ter parte nele tanto quanto você. Prefiro olhar pro seu mundo. Você o construiu. Pra que fugir de si mesma, se vive num mundo que é seu? E eu só tenho vida aí, no seu mundo. Fora dele existo tanto quanto a sua paciência. Explosiva, enigmática. Você é como uma charada: sem solução. Por muitas vezes eu penso que eu sou o único que sabe como resolvê-la. De fato sou. Mas ainda não consegui. Você não quer ser resolvida, eu não quero te resolver. E ficamos nesse impasse. Ao menos concordamos. E às vezes parece que, de uma hora pra outra, a charada está completa, não há mais o que resolver. E quando eu noto…

Não vá embora…

Não parta.

Música: Teorema
Intérprete: Ira!
(Renato Russo)

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